quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cadê o respeito?



            Respeito é algo que quando se perde, não se recupera. Não importa se é o respeito da sua família, do seu chefe, do namorado, do colega, do filho ou do amigo. Seja perante quem for, perder o respeito é um caminho sem volta. 

          Nós mulheres, que tanto lutamos pela igualdade, somos ótimas em perder o respeito. Isso porque apesar do discurso ser lindo - a mulher tem os mesmos direitos que o homem - não nos portamos como deveríamos. Não aceitamos sermos julgadas pelo nosso sexo, mas o usamos pra conseguir vantagens.

            Sabemos, temos consciência de que um par de peitos pode facilitar muito a vida. Um belo decote e um sorriso, e se entra com uma metralhadora num banco, com o segurança liberando a porta, com cara de idiota, quase em estado de hipnose. Ok, o exemplo é exagerado, mas essas coisas acontecem todos os dias, com situações mais simples. O problema é que essas atitudes podem ser armadilhas bem perigosas. Entenda, não estou julgando ninguém, mesmo porque já joguei meu charme pra conseguir embarcar num avião, com meus apetrechos de unha (olha a que ponto ridículo chegamos sem perceber). Pois é, um belo sorriso e eis que minha mochila recheada de cortador, tesourinha, lixa, limpador e spray, passou sem que o segurança sequer desse um segundo de atenção pra tela do raio-x.

            O perigo mora quando se passa do belo sorriso no raio-x do aeroporto, pro sorriso malicioso, pro chefe, pro contratante, pra aqueles que podem facilitar sua vida. Ultimamente tenho me deparado com um mal constante, que até um tempo atrás, era lenda, pra mim. Muitas mulheres, mas muitas mesmo, algumas até boas profissionais (se bem que boa, de alguma forma, elas tem que ser), tem aberto bem mais que o sorriso pra conseguir facilidades. Mas a lenda não se tornou realidade como eu ouvia, porque na lenda esse tipo de atitude era bem “gratificada”. Agora o máximo que conseguem é um gracejo inicial e depois a péssima fama e as portas sendo fechadas lentamente.

            Eu não teria nada a ver com isso, não fosse um detalhe: Algumas mulheres tem criado um problema sério que é a generalização. Sim, essa atitude desnecessária faz com que os homens que lidam com esse tipo de... de... mocinha, acreditem que todas as mulheres são assim. Aliás, eles não acreditam que todas são assim, mas testam uma por uma. É a inversão dos valores, é o “todo mundo é culpado até que se prove o contrário”. E aí, a todo momento há de se provar sua seriedade, profissionalismo e não disponibilidade para “horas extras”. Algo bem desagradável e que eu e muita gente não precisaríamos passar, caso essas moças realmente se portassem como iguais e entendessem que fechar as pernas, vai abrir outras coisas: Sua carreira honesta, por exemplo.

            Uma vez, um amigo, desses que tem um séquito de mulheres querendo obter vantagens em troca de sexo, me disse algo bem interessante: “O problema não é fazer sexo casual ou com vários parceiros, se o sexo é por tesão. O problema é a deslealdade em querer tirar vantagem disso.” Agora não são mais os homens que sugerem o teste do sofá, são as mulheres que se oferecem para fazê-lo. Como eu disse no começo, pode-se até conseguir abrir um porta com atitudes equivocadas, mas saiba que você vai entrar e seu respeito ficará pra sempre do lado de fora.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

www.NãoAcrediteEmMáscaras.com

Turf One
         

          Como chegar ao orgasmo em 10 lições; Como conquistar o homem dos seus sonhos; O que fazer no primeiro encontro; Seis truques poderosos para paquera; Torne-se um ímã de caras legais. Acho que ninguém teve muita dificuldade para identificar de onde saíram essas pérolas: Capas de revistas femininas.

          Já dizia minha avó: Quem não sabe fazer, ensina. Bom, meus melhores professores até hoje foram o que não eram teóricos, e sim, práticos. Quem não sabe fazer, ensina... errado. Fato! Para os poucos que tiveram a chance de conhecer algumas das pessoas que escrevem essas matérias, é quase absurdo, pra não dizer, ridículo, saber que as jornalistas(?) são na sua maioria, solteiras, com problemas de relacionamento e desesperadas por um namorado. Me pergunto: É algum tipo de vingança do mundo? É tão difícil assim perceber, ao ler essas matérias, que nada do que ensinam vai funcionar? Se você acha e acredita que seguir uma “receita de bolo” vai lhe fazer ter um amor, preciso te dizer: Não vai.

          E os blogs? Conheço algumas pessoas que escrevem blogs como mulheres independentes e bem resolvidas, mas que passam a noite comigo no msn chorando as mágoas e correndo atrás de homens que não lhes dão a mínima importância, porque fora da internet e da redação, a máscara cai. São inseguras, totalmente opostas ao que escrevem. Geralmente são lindas e não se dão conta do seu valor, mesmo que teoricamente, se valorizem ao máximo. Isso me intriga. Afinal, quando não se é uma coisa é porque não se sabe como sê-la. Mas se escrevem se portando como verdadeiramente deveriam ser, aonde está o elo perdido?

          Pra você que lê, deve estar se perguntando: Ah, mas quem me garante que você também não é assim? Bom, eu não garanto. Na verdade sou só uma pessoa comum que tropeça todos os dias, se levanta e segue em frente. Só não gosto de posar com uma fantasia virtual de mulher independente e bem resolvida. Dependo de tanta gente, de tantas coisas. Tenho tantas coisas mal resolvidas.

          A internet é uma nova e prática fábrica de máscaras. Aqui, todo mundo é legal, descolado, feliz e inteligente. Ninguém tem fraquezas, ninguém tem problemas. Isso não seria problema algum, se não estimulasse cada vez mais, a busca insana por uma vida de fantasia que muita gente acredita existir. Vejo que essa busca desesperada por felicidade traz só angústia pra quem cai na armadilha dos mundos felizes e inventados.

          Mas como assim, você não acredita em felicidade? Claro que acredito e tenho uma vida predominantemente feliz. Mas não se iludam, cuidem de suas vidas, deixem essas revistas de lado, esses blogs de solteiros felizes, mulheres felizes, homens descolados, porque a maior parte das pessoas que estão ensinando, não sabe fazer e as máscaras virtuais são muito eficientes.


Turf One

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Emburramento Feminino (O Sexo Frágil)

          
          Eu não gostaria de ser homem por nada nesse mundo. O grande motivo disso, é que eu não conseguiria suportar o comportamento feminino. A complexidade inventada até para as pequenas coisas, na cabeça das mulheres, me irrita bastante. A falta de norteamento e a insegurança predominante, faz com que eu reafirme que o título de sexo frágil não foi dado em vão.

          Antes que eu consiga o ódio eterno das mulheres, vou me explicar: 

          Mulheres, qual é a finalidade de se perder muito tempo combinando uma roupa com o sapato ideal (coisa que só existe na cabeça de quem está em dúvida), se quem a mulher quer que repare, não vai dar a mínima? E quando o namorado/marido/pretendente/sofredor não nota, elas emburram. Leia bem: emBURRAM. Sim, pois as mulheres tornam-se burras com essas atitudes bobas e sem sentido.

          Qual é o problema se uma mulher bonita passa do lado do seu namorado e ele olha? Vamos lá, se você notou a bela mulher, por que acredita que seu acompanhante não irá fazê-lo? E o hábito medonho de gastar tempo e energia criticando como os outros ao seu redor estão vestidos? Isso deve cansar e não muda em nada nem a vida de quem está sendo criticado ou de quem está falando mal do “manequim”.

          Olha esse diálogo que se repete nos relacionamentos Homem X (versus mesmo) Mulher

- Homem: Está tudo bem?
- Mulher: Está (Mas ela quer dizer que não está).
- Homem: Ok, então.
- Mulher: (emBURRADA e fazendo bico)
- Homem: Tem certeza que está tudo bem?
- Mulher: Sim (Mas ela está ficando mais burra, digo mais emBURRADA)
- Homem: Então tá.
- Mulher: Surta e começa a brigar com o homem porque ele não percebeu que não estava nada bem.

          Qual parte da primeira pergunta não ficou clara pra ela não explicitar seu descontentamento? É ridículo, não é? Então, se você é mulher, perceba bem que esse comportamento, só faria algum sentido numa mente com a realidade distorcida.

          Mas tem um comportamento feminino que é o rei de todos os comportamentos burros e incoerentes. É o comentário: “Nossa, mas ela é feia pra ele”. Eu juro que quando ouço isso, tenho vontade de pegar um espelho, enfiar na cara da criatura e dizer: Olha bem, mas olha com vontade pois é só isso que você merece que considerem a seu respeito, sua aparência (Que na maioria dos casos nem é lá grandes coisas. Mesmo porque não há Giseles Bündchens andando por aí).

          A maioria das mulheres faz o oposto do que deveria fazer para ser feliz. E não pense que escrevi este post porque odeio as mulheres, escrevi porque estou cansada de ouvir tantas reclamações de quem não percebe que se auto-sabota. Atribuo isso tudo ao fato de que as mulheres ainda não deixaram de se comportar como sexo frágil, sexo inseguro que não consegue perceber o quão forte poderia ser.

O Início

Nebulosa de Eta Carinae

          
          Me rendi aos blogs. Depois de tanto tempo lendo tantos e gostando de tão poucos, resolvi me retirar da cômoda situação de crítica, para o não tão confortável lugar de quem põe a mão na massa, neste caso, no teclado. Tenho muito o que escrever mas não sei se alguém está disposto a ler.

          Já li blogs de amigos, inimigos, desconhecidos, intelectuais, sinceros e farsantes. Esta última categoria, talvez seja a que menos me agrada. Então, estou aqui para falar dos amigos, ignorar os inimigos, aproximar os desconhecidos, entediar os intelectuais, desmascarar os farsantes e fazer companhia aos sinceros.

          Antes de tudo, se você está lendo este primeiro post, já percebeu que “no fundo eu julgo o mundo”. Julgo mas não condeno, julgo porque tenho opinião e me orgulho em tê-la. Neste blog vou colocar minhas opiniões e impressões, mas não tenho nenhuma pretensão de que isso seja a verdade absoluta. Mesmo porque tudo na vida é relativo.

          Quanto ao nome, Eta Carinae sempre me fascinou. Uma estrela misteriosa, a maior e mais brilhante que se conhece. Sua nebulosa fica a 7.500 anos-luz da Terra. A única certeza que se tem sobre ela é de que está morrendo. Certeza, que apesar do clichê, é a única que tenho na vida.